ATLETISMO FEMININO DECADA DE 90

 


 Aída dos Santos cuida do atletismo



Um dos símbolos vivos de uma época de glórias do Botafogo — a década de 60 — em que o clube conquistou dois bicampeonatos no futebol e muitos titulos nos esportes amadores, Aída Santos continua a trabalhar para o seu clube de coração. Ela é atualmente a sua diretora de Atletismo e seus três filhos estão competindo pelo clube. Aída, de 56 anos, foi a única mulher brasileira a se classificar para um final de Olimpíadas e hoje contribui para que seu clube descubra novos atletas. 
Quarta colocada nas Olimpíadas de Tóquio em 68,ela ganhou todos os títulos que disputou no Brasil, inclusive muitos internacionais. Sua colocação em Tóquio pode ser considerada fenomenal se levar em consideração o fraco desempenho do Brasil em Jogos Olímpicos. Além de dirigir o trabalho com atletas jovens do Botafogo, Alda ainda encontra tempo para dar aulas. Ela é professora de Educação Física da UFF e do Colégio Aurelino Leal e nas horas de folga não perde treinos dos seus filhos no Mourisco: Sérgio Rogério, 19 anos, é jogador juvenil de vôlei do Botafogo. Valeska, de 16, e Patrícia, de 13, atuam pelas equipes de vôlei infanto-juvenil e infantil, respectivamente. Segundo Aída, que observa atentamente o desempenho dos seus filhos nos treinos e nos jogos, Valeska é quem leva mais jeito. Valeska já foi convocada duas vezes para a Seleção Carioca de Voleibol e participa também de competições de Atletismo e foi tricampeã estadual de vôlei pelo Botafogo.
 Aída foi atleta do Botafogo de 64 a 73 e nesse período ganhou tudo que disputou Títulos municipais, estaduais, brasileiros sul-americanos, pan-americanos enfim, não teve adversários. 
Filha de pais pobres, pai, pedreiro, mãe lavadeira, Aída nasceu e foi criada na rua Fagundes Varela em lcarai, Niterói. Cedo teve que conciliar estudos com batalha para auxiliar os pais, isto a atrapalhou e fez com que muitas das vezes deixasse de competir e treinar para ajudar seus pais. Não foi fácil para Aida dos Santos Menezes chegar ao estrelato. Ela sofreu muito. Mas, venceu Sempre uma garra e uma vontade de vencer incomuns. Aconselhada, pelo seu pai a deixar o esporte para estudar ela conseguiu dobrar a resistência do velho e se contanto se consagrou nas pistas de atletismo corno se formou em Educação Física e Pedagogia. 
Aída vai se aposentar esse ano no Colégio Aurelino Leal, onde estudou e depois virou professora, mas vai continuar trabalhando pelo seu clube. Ela quer formar campeões para o seu Botafogo. Casada com Miguel, pai de seus filhos e único namorado em toda vida de atleta, ela ainda disputa competição de veteranos, tem escolinhas do Botafogo no Caio Martins e na Vila Olímpica da Mangueira. Sua volta ao Botafogo deu a convite do ex-presidente Alternar Dutra de Castilho Mas tarde, o clube se afastou da disputa de Atletismo, voltando com Emil Pinheiro, que conseguiu a volta do clube às competições com um patrocínio arranjado pelo presidente da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, Francisco Carvalho, o Chiquinho. 
Descoberta no Fluminense de Niterói, em 59, Aída a ex-atleta do Botafogo, competiu pelo Vasco de 60 a 63. Em 64, o então presidente do clube resolveu acabar com atletismo. Aí começaria a sua história de amor com o Botafogo. Já como destaque do atletismo do Rio, ela recebeu proposta de vários clubes, mas preferiu ir competir pelo clube de sua paixão. Competiu  nas modalidades de salto com vara, pentlato, salto em altura e arremesso de peso.

Acervo particular Roberto Castro Barbosa
Fonte: Jornal Folha do Esporte de 10 a 25 de fevereiro de 1993
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O BOTAFOGO foi o campeão de 94 na categoria infantil A feminino de atletismo e quer repetir a dose em 95. A novidade para este ano é a introdução da categoria juvena equipe do BOTAFOGO, que até o ano passado mantinha as categorias infantil A e B, mirim e infanto-juvenil.
A equipe de atletismo vai disputar vários torneios durante o ano, entre campeonatos estaduais e intercolegiais, todos somando pontos para o Campeonato Brasileiro de Atletismo. No ano passado, o BOTAFOGO foi o quinto colocado na classificação geral do campeonato e as perspectivas para 95 são de uma performance melhor ainda.

Acervo Particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do Botafogo no 247 de  1995
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